sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Vingança Doentia Parte III (TheEnd)

Ela se distanciou, em poucos segundos ela voltou com um carrinho, não consegui ver o que tinha em cima, mas o barulho que fazia era parecido com metais se batendo. ‘Meu Deus! O que ela vai fazer comigo?’ e o desespero tomou conta de mim de uma certa maneira que comecei a me debater pedindo para sair, mas não adiantou em absolutamente nada, a única coisa que consegui foi tirar um sorriso sarcástico dela, ela se virou e vi em sua mão um bisturi, aquele metal passou bem em frente de meus olhos fazendo meu medo ficar ainda maior, consegui ver meus olhos apavorados naquele metal espelhado. Ela cortou minha camiseta tão fácil, que foi como rasgar uma simples folha com a mão. ‘Não Roberta! Podemos conversas ainda!’ mas nada adiantou, foi como se as minhas palavras alimentassem sua fúria, já estava engolindo a seco quando sinto aquela lâmina gelada em meu peito, uma dor súbta dominou meu corpo, ela estava me cortando, que dor horrível, a dor era tanta que eu apertava minha mão tão forte que a mesma ficava amortecida, minhas lágrimas já molhara meu rosto inteiro, ‘Me Mate De Uma Vez! Quem você pensa que é para torturar um ser assim? Quem você pensa que é para dilacerar um ser assim?’ aquelas palavras fizeram com que ela falasse em um tom tão calmo que me deixava com mais medo ainda ‘Calma Fernando! A brincadeira mal começou. ’ e uma risada maléfica acompanhou esse coquetel mortífero de palavras.
Já estava ficando inconsciente de tanta dor, foi quando senti que ela já havia parado de me cortar, ‘Pronto, Fernando! Agora, vou pegar o que é meu, e você? Você será apenas mais um cadáver no mundo’, ela me beijou na testa com sua boca úmida, aquilo me deu nojo, mas não pude fazer nada, minha vida já havia acabado. Minha vida não existia mais.
Senti sua mão gélida e macia em meu peito, e a última coisa que senti foi uma dor tão forte que se tornou indescritível e não vi mais nada. E a partir dali eu era apenas mais um cadáver no mundo, apenas mais um cadáver jogado naquele quarto escuro e fétido.

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